Como Inteligência Emocional e educação mudam a vida de crianças e jovens
- William Amorim
- 27 de abr. de 2022
- 2 min de leitura

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), criada em 1996, é um documento que define os assuntos essenciais para a aprendizagem dos alunos, ao longo de toda a educação básica. Desde 2020, no que se refere ao Novo Ensino Médio, incluiu conceitos de inteligência emocional visando proteger a saúde mental dos alunos contra o bullying.
Segundo especialistas, é na infância que as pessoas constroem boa parte das relações sociais. As competências socioemocionais - autoconsciência, autogestão, consciência social, tomada de decisão responsável e habilidades de relacionamento - devem ser trabalhadas em todas as disciplinas. A educação socioemocional pode auxiliar no processo de entendimento e manejo das emoções, com empatia e pela tomada de decisão responsável.
Relações interpessoais
Andréia de Assis Ferreira, pós-doutoranda em educação e professora do Centro Pedagógico da UFMG, argumenta que certamente um jovem com oportunidade de desenvolver sua inteligência emocional terá mais facilidade de se expressar, gerenciar suas emoções e ter empatia nas relações interpessoais.
Para ela, a educação emocional deve ser uma competência multidisciplinar. “Deve ser trabalhada não como um ‘conteúdo a mais’, mas sim, relacionada transversalmente aos demais conteúdos da grade curricular.”
Melhor desempenho no trabalho
Patricia Lisboa, head de treinamento e desenvolvimento na Tailor Made For People, especialista em RH e gestão de pessoas, mentora e psicanalista, define que podemos entender a inteligência emocional por meio do comportamento de cada pessoa, como as ações e reações a determinadas situações.
“A grande questão da inteligência emocional não é não ser afetado pelas emoções, é justamente sobre ser afetado e saber lidar com esses sentimentos. Pessoas que são muito reativas, explosivas, que ficam muito abaladas com qualquer situação são indicadores de que não tiveram inteligência emocional trabalhada na escola”, pontua.
A head pondera ainda que, em situações de conflito, pessoas com inteligência emocional bem desenvolvida têm mais chances de resolver conflitos facilmente. “Pessoas que conseguem lidar com atribulações, que passam pelos desafios de uma forma mais ponderada e equilibrada, têm um sinal muito forte de que ela consegue trabalhar bem sua inteligência emocional.”
O mercado de trabalho deseja profissionais que tenham inteligência emocional, porém, para Patricia, a empresa também deve ter um papel ativo nessa formação. “As empresas precisam entender que os seres humanos são compostos de emoções, vulnerabilidade e individualidade. A pandemia escancarou essa questão de uma forma muito absoluta. O primeiro passo para as empresas seria estabelecer segurança psicológica dentro do ambiente de trabalho. Acolher o colaborador integralmente, se interessando pela atividade profissional e pelo ser humano. Além disso, proporcionar um ambiente em que o colaborador sabe que pode ser ele mesmo, e que pode falhar, que será acolhido.”
Fonte e artigo completo: https://www.em.com.br/app/noticia/educacao/2022/03/28/internas_educacao,1355495/como-inteligencia-emocional-e-educacao-mudam-a-vida-de-criancas-e-jovens.shtml Acesso em: 27/04/2022



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